Eu odeio as letras. Mas a relação que eu tenho com elas é tão intensa, tão intensa, que a convivência assídua com suas belezas e suas variâncias me faz confessar que eu as odeio porque ainda não aprendi a usá-las. É o quebra-cabeça que eu não consigo terminar e por isso eu odeio as letras. Sem contar que existem outros alfabetos.
Precisava dar esse grito para voltar ao que parece uma missão de tanta letra pra decifrar. Dentro da cabeça e em concordância com a fala. A verdade é que abri a janela do blog para me distrair com os pensamentos, brincar com a criatividade, já que a atualidade é em inércia. Mas desta vez a inércia é compulsória.
O poder das letras organizadas em palavras é a ação de ser criador. E tenho que confessar: a arte é a elevação da alma.
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